10 Perguntas e Respostas sobre Comercialização de Energia no Mercado Livre de Energia

comercialização de energia

O Mercado Livre de Energia é um dos assuntos mais discutidos no Brasil atualmente. Nas empresas e fora delas, as perspectivas geradas pela PL 414/21 sobre a ampliação dessa modalidade de contratação, e a gradual abertura efetiva do mercado a todos os consumidores, inclusive pessoas físicas, direcionou os spots para o tópico. E isso não aconteceu de um dia para o outro.

Com mercados cada vez mais rarefeitos, encontrar formas de reduzir significativamente os custos das operações de forma segura e sustentada e, junto com isso, cumprir metas ambientais cada vez mais agressivas, agregando todos os valores advindos desse alinhamento às melhores práticas ESG (Environmental, Social and Governance) migrar para o Mercado Livre de Energia tem sido mais do que somente uma opção. É  uma necessidade.

Estima-se que, atualmente, 70 mil empresas estão aptas à modalidade, por atenderem aos requisitos mínimos para migração porém, ainda não estão no Mercado Livre. Esse número deve aumentar e muito, considerando mais uma redução nos requisitos de acesso já no ano que vem.

Nesse contexto de intensa transformação positiva, a comercialização da energia se torna central, pois ela é fruto da liberdade e empoderamento trazidos pelo ACL (Ambiente de Contratação Livre). Todavia, como possui algumas particularidades em termos de regulação, geralmente surgem dúvidas. Apresentamos as 10 perguntas com maior incidência em nossos canais aos nossos especialistas e o resultado você confere abaixo.

1. Quando a empresa opta por migrar para o Mercado Livre de Energia, como ela faz a compra da energia, já que não será mais pela distribuidora como no Mercado Cativo?

O Consumidor deverá comprar sua energia de uma comercializadora, ou mesmo geradora de energia. A escolha do fornecedor é livre, assim como a negociação do contrato em relação às suas condições, como preços, prazos, flexibilidades, etc. Para os clientes da Witzler, dentro do serviço de gestão, realizamos cotações no mercado, e buscamos as melhores condições, de acordo com suas necessidades. Com isso, o processo fica extremamente fácil e transparente.

2. Se a empresa contratou um montante de energia maior do que usou de fato, o que acontece?

Os contratos do Mercado Livre de Energia costumam ter flexibilidades de consumo, para tais situações. Caso o consumo seja abaixo da quantidade contratada, mas dentro do limite definido de flexibilidade mínima, paga-se pelo consumido. Caso o consumo seja abaixo da flexibilidade mínima, paga-se por este montante.

Contudo, há a possibilidade de venda desta sobra (quantidade contratada versus a consumida), o que contribui ainda mais para um resultado positivo, em termos de economia de energia. Tudo isso é feito dentro do nosso serviço de gestão de energia.

3. E se a empresa contratou um montante de energia menor, o que acontece?

Neste caso, é necessário comprar mais energia. Como se sabe qual é a quantidade consumida no mês, é possível acessar o mercado de curto prazo nos primeiros dias do mês seguinte. A Witzler dá total apoio aos seus clientes neste processo.

4. Eu, como gestor, ou mesmo proprietário da empresa, posso comprar e vender energia por mim mesmo?

Sim, é possível. Contudo, a comercialização de energia é uma atividade que possui vários riscos, desde qual o momento mais adequado para a compra ou venda, passando pela contraparte mais robusta, que não dará nenhum problema ao cliente. A menos que o gestor tenha um conhecimento profundo do mercado, recomendamos sempre a contratação de um serviço de gestão, como o nosso.

5. Onde se compra e se vende energia?

Atualmente, há uma plataforma para compra e venda, o BBCE (Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia). Contudo, é um ambiente como o de bolsa, dominado pelas empresas de geração e, sobretudo, comercialização. O mais comum, no caso dos consumidores, é a compra através de cotações feitas diretamente com os fornecedores, tanto individuais, via contato telefônico, quando chamadas públicas para leilões, menos comuns. Nós realizamos todo o processo para os clientes, seja por tomada de cotações, seja promovendo leilões. Em ambos os casos, o objetivo é o mesmo: contratar pelo melhor preço, da contraparte mais robusta e confiável, nas melhores condições.

6. É verdade que existe uma espécie de “Bolsa de valores” de energia?

Sim, o BBCE (Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia). Trata-se de uma plataforma similar àquelas que são utilizadas para negociações de ações e ativos de renda variável na B3 (Bolsa de valores).

7. No Mercado Livre de Energia os níveis de reservatórios de água continuam definindo os preços?

Sim, eles têm um peso na precificação de energia, feita através de modelos matemáticos, os quais são processados tanto pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), quanto pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), sendo esta última responsável pelo cálculo do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), indicador no qual o mercado se baseia para a precificação do produto. Contudo, o maior peso nos preços se refere à qualidade dos períodos chuvosos, traduzido em quantidade de energia para tais modelos. Tal tradução dá origem ao conceito de ENA (Energia Natural Afluente). Basicamente, 50% da volatilidade dos preços pode ser explicada pela quantidade de água” (ENA) disponível no sistema. Quanto maior, menor o preço.

8. Quem fiscaliza e regula essas negociações de compra e venda de energia?

As transações são bilaterais, não há, como no mercado financeiro, um órgão, como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Mas, em relação aos volumes contratados, todas as negociações devem ser registradas na CCEE, a qual é responsável pela liquidação do mercado, processo no qual as quantidades de contratos são comparadas com as quantidades consumidas. Daí saem as diferenças, a maior ou menor, as quais são liquidadas ao PLD (preço de liquidação das diferenças). Caso a quantidade consumida seja maior que a contratada, para não sofrer penalidade por falta de lastro, o consumidor deve celebrar contratos no mercado de curto prazo, pagando um preço baseado diretamente no PLD.

9. Se eu tenho unidades da empresa em locais diferentes do Brasil, eu compro a energia para todas ou preciso comprar uma a uma?

Depende. Caso os locais diferentes estejam localizados, por exemplo, na região sudeste, ela é parte do Submercado Sudeste. Dentro dele, o PLD é o mesmo. Com isso, é mais simples comprar energia dentro de um único contrato, e indicar as quantidades para cada unidade. Caso as unidades se localizem em Submercados distintos, como Sudeste e Nordeste, é mais comum realizar um contrato para cada região, até mesmo porque pode ser que os fornecedores sejam distintos.

10. Se eu coloquei placas solares na minha empresa, posso vender a energia que sobrar no Mercado Livre de Energia?

Depende de como a usina está enquadrada. Se for como autoprodutora, poderia. Mas, caso seja enquadrada como micro ou minigeração distribuída, a comercialização no Mercado Livre de Energia não é permitida. Nesta situação, pode-se pensar no Sistema de Compensação de Créditos de energia. Porém, antes de realizar um investimento em energia solar, recomendamos fortemente consultar uma consultoria especializada. Nós fazemos toda análise de viabilidade do investimento, e indicamos a forma mais sustentável e rentável para o cliente, seja na geração solar, seja através de outra fonte. Não recomendamos realizar um investimento de alta monta sem uma análise prévia. Entendemos que o desejo de ter energia renovável e participar da mudança de modo ativo é algo nobre e compartilhamos totalmente deste objetivo. Porém para empresas ser “sustentável” envolve, também, ser rentável, pois quanto melhor o resultado da empresa, mais ela pode revertê-lo para o desenvolvimento de energia limpa, riquezas, mais empregos e condições melhores para seus colaboradores e para toda a sociedade.

Conhecimento é energia e, como tal, move tudo!

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