Mês: abril 2020


É possível conciliar geração fotovoltaica e o mercado livre de energia?

Apesar de estar em crescente e expansão e cada vez mais acessível, o Mercado Livre de energia ainda possui algumas restrições de acesso que impedem a participação de alguns consumidores. Sobretudo os atendidos em baixa tensão (grupo B) e os que não preenchem o requisito de demanda mínima contratada em suas unidades consumidoras sob a mesma raiz do CNPJ.

Assim, para estes consumidores, o investimento em energia solar fotovoltaica por meio da geração distribuída se apresenta como uma solução viável para redução de custos e adoção de políticas de sustentabilidade na empresa.

Eduarda Azevedo, especialista em energia da Witzler | Energia fala sobre isso no vídeo abaixo. Confira!

Legislação e Regulamentação

A geração distribuída é regulamentada pelas Resoluções Normativas 482/2012 e 687/2015 da ANEEL. Elas estabelecem regras e diretrizes a serem seguidas por consumidores que desejam produzir sua própria energia no ambiente regulado. A geração pode ocorrer tanto próxima à carga quanto remotamente, e em ambos os casos o benefício se dá pelo sistema de compensação.

No sistema de compensação é aferido pelo medidor tanto a energia recebida pela distribuidora para consumo do cliente quanto aquela que é excedente de sua geração. Portanto, acaba sendo exportada para a rede. Este balanço atualmente é feito na proporção de 1 para 1. Cada kWh de energia injetada na rede dá direito ao cliente abater de seu consumo 1 kWh por um prazo de até 60 meses.

Como funciona

Em relação à escala dos empreendimentos a geração distribuída é segmentada em microgeração para empreendimentos até 75 kW e minigeração, para empreendimentos entre 75kW e 5MW. No caso da minigeração a responsabilidade por eventuais reforços na rede da distribuidora fica sob a responsabilidade da unidade acessante.

Fiquem atentos pois do ponto de vista tributário alguns estados aplicam legislações específicas quanto à isenção de ICMS sobre a energia injetada na rede. Isso ocorre pois apesar de existir um convênio federal quanto à isenção de ICMS este limita-se somente ao escopo da REN 482. Ela prevê que a aplicação da isenção depende de regulamentação específica por parte de cada Estado.

Um outro ponto de atenção é o fato de que atualmente o benefício se dá sobre todas as parcelas da Tarifa de Energia e TUSD consumo. Mas, para consumidores do Grupo A, não existe benefício de compensação sobre a demanda contratada. Todos estes fatores devem ser levados em conta na análise de viabilidade dos investimentos em geração distribuída.

Existe a possibilidade também de mais de uma unidade consumidora usufruir do benefício da compensação de créditos através da geração compartilhada. Na qual consumidores se organizam em consórcios ou condomínios localizados na mesma área de concessão, se creditando na proporção de sua participação na sociedade (cotas). Em caso de geração compartilhada, vale ressaltar que não há isenção de ICMS no pagamento tanto da TUSD quanto da TE na energia injetada.

Icone | Witzler Energia | Mercado Livre de Energia

Por Witzler | Energia

A Witzler | energia é uma plataforma de soluções energéticas. Temos como objetivo oferecer a solução completa, atuando em toda a cadeia energética, através da prestação de serviços de inteligência, comercialização, geração e soluções em energia.


Destaques da Semana

1. BBCE terá comitê de supervisão e monitoramento de mercado.

O Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia Elétrica (BBCE) deu mais um passo em direção a negociação de derivativos de energia para o mercado. Adequando às exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a BBCE criará um Comitê de Supervisão e Monitoramento do Mercado, visando atender às condicionantes para inserir estes novos produtos no mercado. Entretanto, segundo o artigo, ainda não há uma data definida para tanto.

Além disso, a BBCE deve preparar uma cartilha e alguns eventos tipo webinar sobre o tema, para disponibilizá-los ao mercado.

Fonte: Canal Energia

2. Aneel libera mais R$ 432 milhões para preservar a liquidez do setor elétrico.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou o uso de R$ 432,4 milhões, os quais são oriundos de sobras de encargos de transmissão de energia elétrica. O objetivo é aliviar o custo de energia para consumidores cativos e livres, justamente no horizonte de abril a junho. Esta é mais uma ação do regulador para poupar os consumidores de custos extraordinários decorrentes da pandemia de Covid-19, gerar liquidez no mercado e evitar inadimplência sistêmica sobre a cadeia no setor elétrico.

Fonte: Canal Energia.

3. Brasil ultrapassa marca de 5 GW em capacidade fotovoltaica

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil ultrapassou a marca de 5 GW em potência operacional deste tipo de energia. O levantamento considera tanto usinas de grande porte quanto aquelas para geração distribuída.

As plantas de grande porte, com boa parte comercializadas em leilões regulados, já correspondem por cerca de 1,5% da matriz elétrica nacional.

Mesmo com um montante de 2,42 GWm de potência, a matéria destaca que a geração distribuída tem grande potencial para ser explorado, já que uma parcela muito reduzida dos consumidores (0,3%) a utilizam.

A Associação destaca, na matéria, que a geração dessas usinas possibilitou R$ 26,8 bilhões em novos investimentos privados para o país, gerando 130 mil empregos acumulados.

Fonte: Canal Energia.

Situação Hidrológica do Sistema Interligado Nacional

1. Níveis de Armazenamento

Ao longo da semana em curso, apenas não houve elevação dos níveis de armazenamento do Sul. Mesmo com um cenário de recessão de vazões, especialmente no Sudeste e Nordeste, além de forte estiagem que ainda acomete os estados sulistas, a queda da carga contribui para que os reservatórios continuassem em ascensão.

Convém ressaltar que os níveis do subsistema Sul são os piores do histórico.

Gráfico nível de armazenamento
Figura 1 – Níveis de Armazenamento nos Reservatórios do SIN (Fonte: ONS)
Tabela 1 – Acompanhamento dos Reservatórios do SIN (Fonte: ONS)
2. Energia Natural Afluente

Mesmo com vazões em recessão, conforme já mencionado, percebe-se, nos gráficos, que as ENAs de Sudeste e Nordeste ainda seguem com valores dentre os melhores dos últimos anos, sobretudo neste último subsistema. Seguimos verificando recordes negativos históricos no Sul.

Figura 2 – Trajetórias dos níveis de armazenamento por subsistema do SIN. (Fonte: ONS)

Porém, tal região se beneficia do intercâmbio de energia com os demais subsistemas do SIN.

Tabela 2 – Previsões de Energia Natural Afluente mensais para o PMO de Maio (Fonte: ONS)

Na Tabela 2, temos as previsões iniciais de ENA para o PMO de maio/2020, as quais são utilizadas para o cálculo do PLD da próxima semana operativa. Verificamos a permanência da perspectiva de estiagem no Sul, além de valores abaixo da média histórica para Sudeste e Nordeste. Apenas no Norte continua com a expectativa de vazões acima da média.

Ainda assim, em função da queda material do consumo de energia na crise atual, devemos seguir com o PLD em seu mínimo histórico na próxima semana.

Tabela 3 – PLD da primeira semana operativa de Maio/2020 (Fonte: CCEE)
3. Carga de Energia

Nos gráficos abaixo, podemos verificar que, com as medidas restritivas necessárias para se tentar frear o avanço da COVID-19, temos verificado uma queda vertiginosa na carga no SIN. Tais medidas foram iniciadas em meados de março, e devem seguir ao longo do mês de maio, fazendo com que a perspectiva de consumo de energia continue em baixa significativa.

Figura 3 – Acompanhamento da carga nos submercados do SIN. (Fonte: ONS)

Na média móvel de 30 dias, como temos nos gráficos acima, percebe-se que a carga está abaixo daquelas verificadas nos últimos cinco anos.

A maior queda de carga percentual é a do Sul, seguida pelo Sudeste. No total do SIN, até o momento, temos um desvio material de -13% em relação ao mês anterior.

Mercados e Preços

O mercado de energia tem apresentado uma forte queda para os preços de energia para o ano de 2020 nos últimos dois meses, conforme as curvas de preços de mercado abaixo. Tal cenário é reflexo do que temos visto na operação do sistema, e seus rebatimentos nas condições de Preços de Liquidação de Diferenças (PLD).

Figura 4 – Curva de Preços de para Energia Convencional. (Fonte: Exponencial Energia)

Esperamos que, ao longo de maio, o PLD se mantenha em seu valor mínimo regulatório, a menos de alguma deterioração muito mais intensa que a esperada nos cenários de vazões, ou mesmo alguma alteração operativa que venha a impactar os preços.

Figura 5 – Curva de Preços para Energia de Fonte Incentivada com 50% de desconto na TUSD/TUST. (Fonte: Exponencial Energia)
 

Na reunião do Programa Mensal de Operação Energética, realizada hoje (24/4), o Operador Nacional do Sistema destacou que, conforme já havia sido abordado na reunião do Plano da Operação Energética 2020-2024 (PEN 2020) na semana passada, já há tratativas com a ANEEL para a realização de uma revisão extraordinária na carga. Como tal fator exerce uma pressão de baixa no PLD, temos percebido o mercado reticente em operações, além de operar em um certo nível de suporte no preço de alguns produtos.

Considerações

Seguimos com expectativas de PLD no seu valor mínimo operativo na próxima semana. Provavelmente, tal condição deverá se manter ao longo de maio.

A partir do mês que vem, tal continuidade dependerá tanto do cenário hidrológico, sobretudo do Sul, quanto da ocorrência ou não de uma revisão extraordinária na carga. Tal possibilidade já foi aventada tanto pela EPE quanto pelo ONS. Contudo, há de se obter anuência da ANEEL.

De qualquer forma, conforme abordado, a expectativa de tal revisão já faz com que o mercado opere com uma certa cautela.


Situação Hidrológica do Sistema Interligado Nacional

1. Níveis de Armazenamento

Ao longo de abril, houve elevação nos níveis de armazenamento dos principais reservatórios das regiões Sudeste, Nordeste e Norte, sendo estas duas últimas com os valores percentuais mais elevados.

Figura 1 – Níveis de Armazenamento nos Reservatórios do SIN (Fonte: ONS)

Nos gráficos acima, podemos destacar a recuperação das regiões mencionadas, com destaque para a forte elevação dos níveis de armazenamento do Nordeste, devido às condições favoráveis de vazões que vêm ocorrendo ao longo na bacia do rio São Francisco.

Por outro lado, o destaque negativo segue para o subsistema Sul, o qual vem enfrentando uma prolongada estiagem, fazendo com que os níveis de armazenamento de seus principais reservatórios venham se deteriorando ao longo do ano.

Tabela 1 – Acompanhamento dos Reservatórios do SIN (Fonte: ONS)
2. Energia Natural Afluente (ENA)

Os cenários de Energia Natural Afluente (ENA) se encontram dentro os maiores do histórico recente para Sudeste, Nordeste e Norte, o que é coerente com a expressiva recuperação dos níveis de armazenamento em todos estes subsistemas. No Sul, podemos observar que os valores de ENA se encontram dentre os piores do histórico desde dezembro/2019

Figura 2 – Trajetórias dos níveis de armazenamento por subsistema do SIN. (Fonte: ONS)

Como há excedentes energéticos oriundos das demais regiões, os quais podem ser transmitidos via intercâmbio para o Sul, não temos um problema de ordem energética por lá. Ademais, vale ressaltar que a forte queda na carga decorrente da crise da COVID-19 acaba por contribuir com este cenário.

A cada semana, o Operador Nacional do Sistema (ONS) elabora as revisões semanais do Programa Mensal da Operação (PMO). Tais revisões objetivam atualizar as diversas premissas relacionadas à operação do SIN, e que, também, impactam os Preços de Liquidação de Diferenças (PLD).

Dentre as premissas, temos carga, níveis de partida (armazenamento dos reservatórios) e previsões de vazões (convertidas em ENA).

Tabela 2 – Acompanhamento das premissas de ENA das revisões semanais para os submercados do SIN (Fonte: ONS)

As previsões para a RV3 indicam uma leve melhora dos cenários anteriormente previstos na RV2 para Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste. Nos demais subsistemas, houve queda na expectativa.

De qualquer forma, dada a material queda na carga de energia no sistema, o PLD seguirá em seu valor mínimo regulatório (R$ 39,68/MWh) na próxima semana operativa (18 a 24/4).

3. Carga de Energia

Nos gráficos abaixo, podemos verificar que, com as medidas restritivas necessárias para se tentar frear o avanço da COVID-19, há uma queda acentuada da carga no SIN como um todo desde meados para o final do mês de março.

Figura 3 – Acompanhamento da carga nos submercados do SIN. (Fonte: ONS)

Em todos os subsistemas, há queda expressiva da carga. Na média móvel de 30 dias, como temos nos gráficos acima, já vemos que a carga segue abaixo dos últimos 5 anos em praticamente todas as regiões.

Em relação ao mês em curso, comparativamente com a carga média de março do SIN, temos uma queda de 9,4% em abril, decorrentes do prolongamento das medidas contra a COVID-19, bem como condições de temperaturas mais amenas no Sudeste e no Sul. Em relação ao ano anterior, a queda na carga do SIN é de quase 10%.

4. Primeira Revisão Quadrimestral

Observa-se abaixo os resultados da Primeira Revisão Quadrimestral do Planejamento Anual da Operação Energética.

Com base na revisão das premissas de PIB, a queda esperada quando da elaboração da Revisão ensejou uma redução material na expectativa de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Figura 3 – Projeção de Carga do SIN apresentada na 1ª Revisão Quadrimestral. (Fonte: ONS/CCEE/EPE)

Tal premissa é base para as rodadas do modelo energético NEWAVE, que, por sua vez, é parte da cadeia utilizada no cálculo do PLD semanal pela CCEE.

Assim, a revisão da carga exercerá uma pressão baixista no cálculo do PLD a partir do PMO de maio/2020, quando será incorporada às premissas do NEWAVE.

Mercado e Preços

O mercado de energia tem apresentado uma forte queda para os preços de energia para o ano de 2020 nos últimos dois meses, conforme as curvas de preços de mercado abaixo. Tal cenário é reflexo do que temos visto na operação do sistema, e seus rebatimentos nas condições de Preços de Liquidação de Diferenças (PLD).

Figura 4 – Curva de Preços de para Energia Convencional. (Fonte: Exponencial Energia)

Com a queda do PLD no mês de abril, o qual deve se manter em seu valor mínimo operativo na próxima semana e, salvo alguma condição operativa que cause algum impacto inesperado nos preços, ao longo do mês de maio.

Figura 5 – Curva de Preços para Energia de Fonte Incentivada com 50% de desconto na TUSD/TUST. (Fonte: Exponencial Energia)

Na reunião do Plano da Operação Energética 2020-2024 (PEN 2020), a EPE já sinalizou que está em tratativas com a ANEEL para realizar uma revisão extraordinária na carga, o que já causou um impacto baixista nos preços da BBCE no dia de hoje (17/4) .

Destaques da Semana

1. Aneel apresenta propostas para mitigar os efeitos do Covid-19.

Como esperado, as principais notícias ao longo da semana versaram sobre a questão da crise causada pela proliferação e medidas para combate à COVID-19.

A ANEEL divulgou ontem, 16/4, uma série de medidas com a intenção de mitigar os efeitos desta crise para o setor elétrico. A “Carteira de Soluções”, divulgada através da Nota Técnica 01/2020-GMSE/ANEEL, busca prover liquidez ao setor, bem como minimizar a inadimplência intrassetorial, efeitos tarifários futuros, e reduzir eventuais montantes financeiros para lidar com a crise.

A Agência fez uma análise de todos os fluxos de pagamento do setor, identificando formas de se redirecionar recursos setoriais às empresas evitando maior pressão nas tarifas. Dentre as medidas, destacam-se: utilização do superávit da conta bandeira, suspensão temporária de amortização de empréstimos junto ao BNDES, desoneração da CDE, dentre outras. A NT foi encaminhada para a Diretoria Colegiada da ANEEL, para estudo, devendo gerar futuras propostas de regulamentação.

Fonte: Canal Energia.

2. Consumidores livres consultam contratos em meio a crise e Eletrobras atenta para renegociações no mercado livre.

As duas notícias tratam da questão da renegociação dos contratos ensejada pela crise. É sabido que os consumidores têm procurado as empresas para tratar de renegociação de contratos. De acordo com a primeira, há partes que realmente sofreram impactos materiais em seus negócios, alguns que apenas buscam se resguardar de eventuais problemas, e outros, infelizmente, usam da pandemia como pretexto para se aproveitar da situação e “abrir contratos” – o que não recomendamos em hipótese alguma a nossos clientes e parceiros

Como trata no texto, acreditamos e recomendamos que é hora de agir com boa fé e cumprir o contrato.

O próprio presidente da Eletrobras disse, em recente live para a FGV, que a empresa está pronta para negociar com clientes que se encontram em dificuldades. O executivo, ainda, defende que só pode haver uma solução setorial com todos os agentes “sentados à mesa” de negociações. Compartilhamos dessa visão. A via negocial, sem dúvida, é a melhor forma de se chegar a soluções criativas e benéficas para todas as partes

Fonte: Canal Energia.

3. Aneel teme pressão tarifária de socorro ao setor

A matéria inicia indicando que, ao contrário do que se pensava no MME, as medidas previstas na MP 950/2020 têm potencial para gerar pressão tarifária para os próximos anos.

Em princípio, não se trata da isenção por três meses da conta de energia para os consumidores de baixa renda, já que o aporte de R$ 900 milhões do Tesouro provavelmente será suficiente. Mas, caso não seja, pode criar uma pressão a mais na CDE.

A ANEEL já apresentou medidas alternativas, como já abordamos, com o objetivo de não ficar só dependendo de um empréstimo para as distribuidoras, como já foi feito no passado.

Ademais, eventuais empréstimos teriam spread de juros mais elevados do que no passado, pressionando ainda mais as tarifas futuras das distribuidoras.

Fonte: Canal Energia.

4. CCEE elege três conselheiros por unanimidade

Na última quarta-feira, dia 15/4, durante a 21ª Assembleia Geral Ordinária, foram aprovados, por unanimidade, os nomes dos novos conselheiros da CCEE.

Marcelo Loureiro, atual diretor da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), e Marco Delgado, diretor da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), assumirão seus cargos em maio.

Talita Porto foi reconduzida ao cargo. Assim, a composição do Conselho da CCEE, além dos três, conta com Rui Altieri e Roseana Santos.

Marcelo Loureiro assumirá a cadeira do segmento de Comercialização. Marco Delgado, o da Distribuição, e Talita Porto segue representando o segmento de Geração de Energia.

O Conselho de Administração é responsável pela gestão da CCEE, uma sociedade civil de direito privado e sem fins lucrativos, mantida pelos seus Agentes.

Fonte: Canal Energia.

Considerações Finais

A crise da COVID-19 alterou completamente a dinâmica de preços que o mercado estava vivenciando até meados de março passado.

A expressiva queda no consumo de energia, decorrente das medidas de tentativa de contenção da pandemia, levou o PLD ao seu valor mínimo ao longo do mês em curso. Tal situação pode perdurar por mais tempo, a menos de alguma ocorrência operativa ou condição hidrológica que venha a alterá-la.

A expectativa de crescimento de consumo futuro de energia também foi impactada. Caso haja uma revisão extraordinária da carga, mais pressão baixista pode vir nos preços de energia.

Há grande potencial de elevação de tarifas nos próximos anos, a qual pode ser maior ou menor dependendo das medidas que serão aprovadas.

Recomendamos cautela e respeito aos contratos firmados. Em eventual necessidade, soluções negociais sempre valem mais a pena. No mercado de energia, reputação é vital na avaliação de crédito. Perdê-la pode ser muito mais nocivo ao negócio do que os impactos da crise.


Em momentos de crise, nosso compromisso com a saúde, meio ambiente, segurança e a comunidade é ainda mais forte. Temos abaixo um vídeo do diretor executivo da Witzler | Energia, Lucas Witzler sobre o que vem sendo sendo feito por nós. Confira:

Criação do comitê de gestão de crise

Com objetivos de:

– Evitar que nossa equipe e seus familiares se contaminem.

– Preservar a continuidade operacional da Witzler Energia para não afetar o nosso compromisso com os nossos clientes, oferecendo assessoria nesse momento de incertezas. 

– Implementar antecipadamente as medidas de prevenção, contenção e remediação.

– Apoiar nossos colaboradores, sociedade e comunidade durante toda a crise.

Campanha de prevenção

Lançamos uma campanha de prevenção do COVID-19 para nossos colaboradores, conversamos com todos e divulgamos em nossos canais de comunicação medidas preventivas. 

Home Office

– Implementamos o Home office para todos os colaboradores desde 16/03/2020. 

– Definimos as orientações e ritmo entre equipes com os procedimentos e comportamentos desejáveis para que o trabalho não seja afetado, bem como a implementação e uso de tecnologias e recursos que já fazem parte do nosso dia a dia.

Reuniões presenciais proibidas

Reuniões presenciais, internas e externas, foram substituídas por reuniões que utilizam recursos digitais.

Viagens e eventos suspendidos

Todos os eventos previstos em nosso planejamento estratégico do ano para os próximos 30 dias serão remarcados.

Equipe técnica e comercial

Nossa equipe está atendendo nossos clientes de forma remota para garantir que nossas promessas e soluções sejam atendidas durante esse período de atenção e ajustes decorrentes do cenário imposto pela pandemia.

Por Witzler | Energia

A Witzler | energia é uma plataforma de soluções energéticas. Temos como objetivo oferecer a solução completa, atuando em toda a cadeia energética, através da prestação de serviços de inteligência, comercialização, geração e soluções em energia.


Combinação entre preço baixo e abertura de mercado sinaliza grande oportunidade para que consumidores do mercado cativo migrem para o mercado livre de energia.

O que é Mercado Livre de Energia?

Criado pelo Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004, o Mercado Livre de Energia é o ambiente no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica. O Mercado Livre de Energia é objeto de contratos bilaterais livremente negociados, conforme regras e procedimentos de comercialização específicos.

O Ambiente de Contratação Livre (ACL) é um ambiente competitivo de negociação de energia elétrica. Nele os consumidores podem escolher seu fornecedor e negociar livremente todas as condições comerciais. Por exemplo: preço, indexador, quantidade contratada, período de suprimento, condições de pagamento, entre outras condições.

É diferente do Mercado Cativo, onde o consumidor é obrigado a adquirir energia da distribuidora. Portanto, fica exposto às variações anuais das tarifas no mercado regulado e às variações mensais das bandeiras tarifárias.

Queda do preço da energia no mercado Livre ?

A redução da demanda e o aumento da oferta, aliados ao processo de abertura do mercado, irão provocar uma nova onda de migração de consumidores para o ambiente livre. 

Segundo o Operador Nacional do Sistemas Elétrico (ONS), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) reviram a projeção da carga do país em 2020. O resultado saiu de um crescimento de 4,2% para uma queda de 0,9% em relação a 2019. Em seguida, estima-se uma redução de 4% do consumo de energia no país em 2020. Mas, nos meses mais agudos de crise, a previsão é uma queda de até 30%. Cenário ocasionado pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus na atividade econômica.

Projeto de Lei do Senado que prevê liberação total do mercado 

Em paralelo a esse cenário, temos o Projeto de Lei do Senado (PLS) 232/16, já aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura da Casa. Esse projeto prevê a liberação total do mercado livre, inclusive para consumidores residenciais, em três anos e meio. Sendo este, mais um grande novo marco no setor elétrico que também prevê a redução de subsídios, estimados em R$ 22 bilhões em 2020. Visto que, apenas os descontos com as tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão (Tust) e de distribuição (Tusd) concedidos a fontes incentivadas (como solar, eólica, termelétricas a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas) somam R$ 3,6 bilhões.

Mercado livre no Passado

Em 2001 o Brasil viveu um período de racionamento de energia que resultou em uma queda de aproximadamente 20% no consumo de energia elétrica. As medidas de eficiência energética e as mudanças de hábitos de consumo foram os responsáveis por esta diminuição. O impacto na carga foi tamanho que a demanda só voltou ao patamar pré-racionamento seis anos depois.

Assim, o excesso de oferta no sistema, aliado à regulamentação da figura do consumidor livre, em 2004, gerou um forte movimento de migração para o ambiente livre, na ocasião. Conforme a legislação da época, poderiam migrar para o mercado livre empresas com demanda mínima de 3 megawatts (MW).

Cenário de Oportunidade

Hoje, o patamar mínimo é de 2 MW para consumidores livres e 500 KW para consumidores especiais. De acordo com portaria publicada pelo Ministério de Minas e Energia no fim do ano passado, o limite será reduzido para 1,5 MW, em 2021, para 1 MW, em 2022, e finalmente 0,5 MW, em 2023. Empresas com demanda a partir de 0,5 MW já podem comprar energia no mercado livre hoje. Mas apenas de fonte eólica, solar, biomassa ou de pequenas hidroelétricas. 

O impacto gerado pelo lokdown determinado pelas autoridades para diminuir o contágio pelo COVID-19, gerou a paralisação de inúmeros empreendimento, shoppings e indústrias. Por isso no mês de março de 2020 o ONS identificou uma queda abrupta no consumo do sistema interligado nacional.

A diminuição do consumo e o aumento do dólar somados as decisões políticas de congelamentos dos reajustes tarifários no mercado regulado e suspensão do corte dos inadimplentes tem impactado diretamente os caixa das distribuidoras de energia. Assim sendo, algumas estimativas sugerem que haverá uma necessidade de 22 Bilhões de reais para socorrer as concessionárias de distribuição. Nós da Witzler Energia, estimamos que em 2021 voltaremos a ter reajustes tarifários da ordem de 20% no mercado regulado.

Por outro lado, a queda no consumo gera uma queda no preço da energia no mercado, aumentando a viabilidade de migração de consumidores do mercado regulado para o mercado livre. Com os preços atuais, um consumidor que opte por migrar para o mercado livre de energia agora terá um potencial de economia médio de 30%.

Este cenário certamente beneficiará muitas empresas que buscam uma oportunidade para redução de custos através da otimização dos gastos com energia elétrica.

Assim, a Witzler Energia está pronta para oferecer toda nosso know-how para consumidores que desejem realizar um estudo de viabilidade de migração ao mercado livre de energia.

Fale Conosco!

(14) 31048200

[email protected]

www.witzler.com.br

Por Witzler | Energia

A Witzler | energia é uma plataforma de soluções energéticas. Temos como objetivo oferecer a solução completa, atuando em toda a cadeia energética, através da prestação de serviços de inteligência, comercialização, geração e soluções em energia.


Apresentação

Historicamente, março é o último mês do chamado Período Chuvoso, ou Período Úmido, do Sistema Interligado Nacional (SIN). Inclusive, a famosa música Águas de Março, do maestro Tom Jobim, já nos diz, em um de seus versos mais célebres: “são as águas de março fechando o verão”. Após a forte recuperação das vazões ocorrida ao longo do mês de fevereiro, tivemos a continuidade de cenários favoráveis de Energia Natural Afluente (ENA) durante o mês de março. Contudo, no decorrer deste mês, verificamos uma elevação gradativa do PLD ao longo das semanas operativas. Podemos atribuir tal comportamento dos preços à frustração na expectativa de chuvas e, consequentemente, à queda nas previsões de vazões a cada revisão semanal do Programa Mensal de Operação (PMO) realizado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).

De qualquer forma, mesmo após um início de período chuvoso preocupante no final de 2019 e janeiro de 2020, com PLD atingindo valores ao norte dos R$ 300/MWh, assustando o mercado e fazendo com que o setor elétrico revivesse o medo de uma forte escalada de preços levando-os ao teto regulatório de R$ 559,75/MWh, tivemos um mês de fevereiro bastante chuvoso, como já mencionado anteriormente. Foram verificados recordes de chuva nas principais bacias do SIN, como Paranaíba e Grande, além de chuvas volumosas nos submercados Norte e Nordeste. Inclusive, neste último, ainda temos valores de vazões acima de sua média histórica, o que não era verificado há anos no sistema.

Pois bem, aliado à situação hidrológica favorável (a menos na região Sul do país, sobre a qual falaremos no decorrer deste material), tivemos um evento “cisne negro” afetando praticamente o mundo todo: a pandemia da COVID-19. Na operação do sistema, seu impacto mais imediato é a forte queda no consumo de energia, decorrente das medidas restritivas que vêm sendo tomadas pelo Governo para combater a evolução da doença. Com tal redução, espera-se uma maior recuperação dos níveis de armazenamento dos principais reservatórios do SIN, fato que já têm sido verificado nos últimos dias.

A região Sul do Brasil vem enfrentando uma forte e prolongada estiagem desde praticamente setembro do ano passado. Com isso, seu nível de armazenamento bate seguidos recordes de mínimos históricos, pelo menos dos últimos dez anos. A situação por lá só não é pior em função do aumento recente que tivemos na capacidade de intercâmbio entre Sudeste e Sul, favorecendo o recebimento de energia gerada no restante do país.

Ao longo deste Boletim, estas e outras informações de interesse do mercado de energia serão fornecidas a vocês, clientes da Witzler Energia, como forma de estreitarmos nossa parceria de negócios através do conhecimento, troca de informações e transparência, valores os quais carregamos em nosso DNA. Desfrutem deste material, e não se esqueçam de mandar-nos críticas e sugestões para que possamos melhorá-lo cada vez mais!

Situação Hidrológica do Sistema Interligado Nacional

1. Energia Natural Afluente (ENA)
Figura 1 – Trajetórias de ENA para cada subsistema (Fonte: ONS)

Nos gráficos acima, temos as trajetórias de ENA nos quatro submercados e a totalização do SIN. Podemos ver a comparação das trajetórias de 2020 em relação aos anos anteriores e, de acordo com a envoltória de cada gráfico, em relação aos últimos 10 anos. Enquanto as ENAs de Sudeste, Nordeste e Norte fizeram máximas em 2020 em parte dos meses de fevereiro e março, no Sul, podemos verificar que tais valores são praticamente os mínimos dos últimos 10 anos.

Importante ressaltar que, desde o final do mês de março, temos uma recessão nas vazões do SIN, o que é esperado, já que estamos na transição do período chuvoso para o seco. Contudo, como Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte estão com valores de ENA acima ou próximos à média de longo termo do mês de abril, ainda temos uma evolução nos seus níveis de armazenamento nos últimos dias, como será visto a seguir.

2. Níveis de Armazenamento
Figura 2 – Trajetórias dos níveis de armazenamento por subsistema (Fonte: ONS)

A Figura 2 mostra as trajetórias de armazenamento em cada um dos subsistemas, com o nível verificado no dia 06/4/2020 em destaque em cada gráfico. Além da questão hidrológica, a menos na região Sul, convém destacar que a forte queda no consumo de energia, decorrente das medidas de restrição de circulação de pessoas e aglomerações, imposta em função da COVID-19, acaba contribuindo também para a manutenção da recuperação dos reservatórios. Apenas temos queda nos níveis de armazenamento da região Sul, a qual ainda sofre com uma severa estiagem que há meses persiste.

3. Carga
Figura 3 – Trajetória das médias móveis de 30 dias da carga (Fonte: ONS / Exponencial)

As medidas restritivas adotadas pelo Governo Federal para combate à pandemia da COVID-19 no país têm resultado em forte queda no consumo de energia verificado no país. Pelos gráficos acima, podemos observar que tal fato vem ocorrendo em todas as regiões do país. O destaque para o SE/CO se deve pelo fato de que as medidas se iniciaram nos estados de SP e RJ.

Um gráfico recente divulgado pelo ONS, e que ilustra bem os impactos mais imediatos da crise atual na carga, é mostrado a seguir. Em termos gerais, podemos verificar que houve quedas acima dos 10 GWm na carga, ao compararmos as primeiras semanas do mês de março com a última, quando já tínhamos as medidas restritivas em curso:

Figura 4 – Efeito da COVID-19 no consumo de energia (Fonte: ONS)

Com tal choque contundente na demanda por energia, houve forte impacto nas condições de oferta e demanda no sistema o que, em última análise, impacta fortemente os PLDs, o que será mostrado no item seguinte.

4. Preço de Liquidação de Diferenças (PLD)

A curva abaixo apresenta o comportamento do PLD até a segunda semana operativa de abril.

Figura 5 – PLDs verificados no perído em análise

Após uma elevação gradual do PLD no mês de março, o mês de abril se iniciou com o PLD no seu valor mínimo regulatório, de R$ 39,68/MWh. Conforme já debatido ao longo deste Boletim, mesmo com valores de ENA abaixo da MLT no mês, a queda material na carga verificada nas últimas semanas não só afeta os preços verificados em abril. Para o mês de maio, teremos a Primeira Revisão Quadrimestral da Carga, a qual é elaborada em conjunto entre ONS, CCEE (Câmara de Comercialização de Energia) e EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

Com a expectativa de um PIB zero, nesta revisão verificamos uma queda significativa na expectativa de carga ao longo dos próximos cinco anos (horizonte de simulação do modelo NEWAVE, o qual é utilizado para o cálculo do PLD). Isso mexe de modo mais estrutural na expectativa do balanço oferta e demanda do setor e, consequentemente, com as condições de preços do mercado.

Tabela 1 – Estimativas de crescimento do PIB (Fonte: ONS/CCEE/EPE)
Figura 6 – Carga de Energia no SIN, em MWm (Fonte: ONS/CCEE/EPE)

Frente à essa redução tão significativa de carga, nossas projeções indicam que o PLD deve ser mantido em seu valor mínimo regulatório, ao menos, até o final de maio/2020. Tais projeções serão abordadas no próximo item, relacionado ao Mercado.

5. Mercado

A Figura abaixo apresenta o preço médio da energia incentivada cotada durante as quatro semanas do mês de fevereiro/20, bem como o PLD verificado nesse período. Observa-se um cenário futuro favorável no Mercado Livre de Energia.

Figura 7 – Evolução dos preços de energia incentivada no mercado (Fonte: Witzler)

Em termos de expectativas do PLD, em função da queda na carga verificada nos últimos dias, e a expectativa que esta permaneça ao longo de abril até maio, esperamos PLDs no nível mínimo regulatório nestes dois meses, ao menos.

A partir daí, dependendo do cenário hidrológico, pode haver alguma alteração deste cenário. Porém, a menos de condições extremas de ENA, o que não é esperado ainda, vemos que a maior probabilidade é a de manutenção do PLD em valores abaixo dos R$ 100/MWh ao longo dos próximos meses.

Baseamo-nos nas simulações a seguir para tecer tal afirmação. Fizemos um cenário de ENAs bem abaixo da média de abril até o final do ano, e comparamos os resultados de preços rodando duas simulações: uma com a carga do PMO de Abril/2020, considerando os impactos da COVID-19 apenas nos meses de abril e maio (como é feito pelo ONS), e outra já levando em conta os valores de Primeira Revisão Quadrimestral de junho em diante:

Tabela 2 – Cenários de ENA para as simulações de PLD (Fonte Exponencial Energia)
Figura 8 – Resultados das simulações de PLDs (Fonte: Exponencial Energia)

No caso sem a revisão quadrimestral, com o cenário de ENA estudado, poderíamos ter preços bem acima dos R$ 200/MWh a partir de julho/2020. Já ao se considerar a carga revista, e que será incluída na modelagem oficial do cálculo do PMO a partir do mês que vem, vemos que há uma queda material nos preços projetados. Ademais, caso tenhamos ENAs acima das consideradas na simulação, percebemos que há possibilidade real de preços abaixo dos obtidos.

Uma coisa que não foi simulada, por ser de difícil mensuração ainda, é a possibilidade de ser verificada carga até mesmo mais baixa que a projetada na Primeira Revisão Quadrimestral. A depender da profundidade da crise, o impacto no consumo de energia pode ser mais duradouro, levando a uma recuperação mais lenta do que o projetado por ONS/CCEE/EPE. Não só nós nem essas entidades, mas o mundo todo ainda não tem a dimensão exata da crise e seus desdobramentos nas economias nacionais.

6. Bandeiras Tarifárias

Após o acionamento de bandeira tarifária verde durante o mês de março de 2020, novamente a teremos para abril. Como já vimos, o PLD está no seu valor mínimo regulatório, o que, combinado ao fator de geração hidrelétrica do MRE de 85%, previsto pela CCEE, enseja a manutenção desta bandeira para o mês corrente.

Meteorologia

Na primeira semana de março, outro episódio de ZCAS atuou novamente sobre Sudeste e Centro-Oeste e sobre o estado da Bahia. Tal fenômeno foi o de mais longa duração desse período chuvoso, contribuindo para a ocorrência de bastante chuva nas bacias dos rios Grande, Paranaíba, São Francisco, Tocantins e Parnaíba.A partir da segunda quinzena do mês de fevereiro, houve a configuração de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, contribuindo para ocorrência de boas chuvas nas principais bacias dessas regiões, como Paranaíba, Grande, Tietê, além de chuvas também nas bacias dos rios São Francisco, Tocantins e Madeira.

Ao final deste episódio, houve ocorrência de chuvas em forma de pancadas nas bacias dos rios Tocantins e Parnaíba, além do trecho incremental a UHE Sobradinho. No restante das bacias hidrográficas, em especial na região Sul do país, tivemos ausência de chuvas.

De modo geral, os eventos de ZCAS ocorridos neste período chuvoso contribuíram bastante para a recuperação dos níveis de armazenamento das principais bacias do Sudeste/Centro-Oeste e, especialmente, Nordeste e Norte. O Sul, conforme já mencionamos anteriormente, sofreu, e ainda sofre, com uma forte estiagem.

Abaixo, podemos verificar as chuvas acumuladas nos meses de fevereiro e março:

Figura 9 – Precipitação total em fevereiro/2020 (Fonte: CPTEC)
Figura 10 – Precipitação total em março/2020 (Fonte: CPTEC)
1. Expectativas Meteorológicas

Quanto mais longe queremos ter previsões acerca do comportamento das condições climatológicas, maior é o desafio. Pela experiência, a assertividade das previsões se reduz quanto mais tentamos avançar no tempo. Para o período de até 5 dias, temos uma assertividade razoável. Contudo, para períodos de 15 dias, 30 dias, é mais difícil de termos previsões confiáveis.

De qualquer forma, centros de estudos climáticos ao redor do mundo fornecem insumos para previsões meteorológicas de prazo mais estendido. Devemos utilizá-las com cuidado, avaliando tendências possíveis, porém sem descuidarmos dos riscos envolvidos.

Dentre as previsões mais consultadas pelo setor elétrico, temos as do GFS (Global Forecast System, modelo de previsão de tempo produzido pelo National Center for Environmental Prediction – NCEP, dos EUA). A rodada mais recente do modelo pode ser verificada na figura a seguir:

Figura 11 – Previsões meteorológicas resultantes do modelo GFS (Fonte: WXMaps)

Pelo mapa, podemos ver que, o período de 07 a 15/4, temos as maiores possibilidades de chuvas ao longo das regiões Norte e Nordeste do país, bem como parte do estado de MG, atingindo partes de algumas bacias do Sudeste, como a do rio Paranaíba. Contudo, as regiões Sul e Sudeste apresentam condições de menos chuvas neste período.

Já a partir do dia 15, condições de maiores volumes de chuvas voltam para a região Sul, o que deve favorecer o aumento das vazões nas principais bacias da região (Uruguai, Jacuí e Iguaçu).

Importante destacar que este padrão com menos chuvas nas bacias do Sudeste e do Centro-Oeste é esperado de agora em diante, como parte da transição da estação chuvosa para o período seco.

Conclusões

Mesmo que o principal impacto no PLD reduzido que temos verificado seja decorrente da forte queda na carga, é importante seguir com o acompanhamento das condições meteorológicas, e seus impactos no atendimento energético e preços do SIN.

Importante destacar que, por mais intensa que possa ser a crise atual, ela deverá criar boas oportunidades para os consumidores que já estejam ou que queiram migrar para o mercado livre.

Além dos preços que devem se manter reduzidos ao longo dos próximos meses (a menos que ocorra uma situação muito “seca” em termos de hidrologia), convém lembrar que as soluções que têm sido discutidas para fazer frente ao iminente problema de caixa para as distribuidoras deverão resultar em elevados reajustes tarifários em um futuro próximo. Dessa forma, o mercado livre continuará a ser parte, ou mesmo a solução para eventuais dificuldades que o mercado consumidor possa a ter, trazendo economia relevante, bem como previsibilidade de custos de energia.


O que é Mercado Livre de Energia?

Criado pelo Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004, o Mercado Livre de Energia é o ambiente no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica. Que é objeto de contratos bilaterais livremente negociados, conforme regras e procedimentos de comercialização específicos.
O Ambiente de Contratação Livre (ACL) é um ambiente competitivo de negociação de energia elétrica, em que os consumidores podem escolher seu fornecedor e negociar livremente todas as condições comerciais como preço, indexador, quantidade contratada, período de suprimento, condições de pagamento, entre outras condições.
É diferente do Mercado Cativo, onde o consumidor é obrigado a adquirir energia da distribuidora, ficando exposto às variações anuais das tarifas no mercado regulado e às variações mensais das bandeiras tarifárias.
infográfico ambiente de Contratação Livre e Ambiente de Contração Regulada

Quais os benefícios?


Redução de Custo - Mercado Livre de Energia
Redução de custos

A livre negociação de energia elétrica proporciona aos consumidores reduções no custo de energia, em relação ao mercado regulado, que podem alcançar 40%.

Ícone Previsibilidade
Previsibilidade de custos

As negociações de compra e venda no Mercado Livre de Energia proporcionam um planejamento de custos de longo prazo. Como a energia é livremente negociada com preço fixo reajustado pela inflação, os consumidores livres não ficam mais sujeitos a reajustes na energia determinados pela ANEEL.

ícone Fatura
Fim das bandeiras tarifárias

Os consumidores no Mercado Livre de Energia não são sujeitos às variações tarifárias no mercado tradicional regulado pela ANEEL. Assim sendo, as bandeiras tarifárias cobradas pelas distribuidoras não são aplicáveis a consumidores livres.​

Ícone Sustentabilidade

Sustentabilidade

O consumidor no Mercado Livre de Energia tem a liberdade de escolher o seu fornecedor. Desta forma, o consumidor consciente pode optar pela compra de energia das fontes limpas e renováveis sem necessidade de investimento ou custos adicionais.

Ícone Negociação
Poder de Escolha

Os consumidores no Mercado Livre de Energia têm o poder de gerir e planejar os seus contratos de compra de energia como qualquer outro insumo inerente ao seu negócio.

Ícone Gestão
Preço fixo

No Mercado Livre de Energia consumidores compram energia aderindo a contratos com preço fixo independente do horário de utilização. A tarifa de energia passa a ser fixa tanto no horário de ponta quanto fora dele.

Como funciona o Mercado Livre de Energia?

Quando um consumidor paga sua conta de luz no mercado cativo, ele custeia dois produtos de naturezas distintas: a energia e o transporte da eletricidade, feito por meio dos fios elétricos. Do ponto de vista das distribuidoras, os custos são separados em duas parcelas diferentes: parcela A e parcela B.

Parcela A

Refere-se ao preço da energia, aos custos de transmissão e aos encargos. As distribuidoras não têm qualquer controle sobre esses custos e apenas os repassam aos consumidores.

Parcela B

Refere-se à infraestrutura de distribuição e serviços associados (essencialmente manutenção e operação) e à disponibilidade do sistema de transporte de energia (fio) da própria distribuidora. Essa parcela é a que remunera as concessionárias, que têm controle sobre seus custos.

Quando o consumidor potencialmente livre ou especial efetiva sua migração para o mercado livre, os custos referentes ao serviço de distribuição (parcela B) permanecem os mesmos, pois a distribuidora se mantém responsável pela entrega de energia. O que muda é o pagamento dos custos da energia propriamente dita, negociado diretamente com os fornecedores. Os encargos e a transmissão, que são custos regulados, não podem ser negociados.

Quem pode participar do Mercado Livre de Energia?

Atualmente existem dois tipos de consumidores que podem desfrutar do mercado livre de energia:

Consumidores livres

Consumidores com no mínimo 2.500 kW de demanda contrata. Podem contratar energia proveniente de qualquer fonte. Aqueles conectados à rede elétrica antes de 7 de julho de 1995 só podem receber energia com tensão superior a 69 kV.

Consumidores Especiais

Consumidores com demanda entre 500 kW e 2.500 kW. Estão restritos à contratação de energia originária de usinas eólicas, solares, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa ou hidráulicas com potência inferior a 50.000 kW.

Como participar do Mercado Livre?


Após analisar os contratos vigentes, o consumidor deve realizar um estudo de viabilidade econômica, comparando as previsões de gastos com eletricidade no mercado livre e no cativo.

Busque por segurança, capacidade técnica e conhecimento regulatório. Escolha uma empresa na qual você confie.

Agora é hora de realizar a adesão à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCE) e fazer a modelagem dos ativos de consumo ou geração no ACL, conforme os procedimentos de comercialização da CCEE.

O mercado livre possibilita a adoção de diversas estratégias de contratação de energia de acordo com o perfil do consumidor:

Mercado Livre de Energia
Consumo flexível

O contrato pode prever um consumo flexível (por exemplo, 10% acima ou abaixo do total contratado), reduzindo o risco de déficits ou de superávits. As margens de flexibilidade podem ser precificadas pelos vendedores.

ícone perfil arrojado
Perfil arrojado

Nessa estratégia é feita a contratação de volumes inferiores à necessidade no longo prazo, e o complemento do montante total em contratos de curto prazo. Porém, o risco associado a esse tipo de estratégia é significativamente superior.

Ícone Contrato
Alternativas contratuais

Os consumidores também podem utilizar mecanismos derivativos de compra futura, opções de compra ou ainda contratos de compra de energia com descontos garantidos em relação à tarifa regulada.

Ícone Conservador
Perfil conservador

A estratégia contempla contratos de longo prazo, que dão alta previsibilidade à empresa. Os custos são previamente negociados e conhecidos durante todo o período contratado.

Quer fazer parte do Mercado Livre de Energia? Então, solicite sua analise de viabilidade econômica CLICANDO AQUI!

Gostaria de entender mais a fundo?

Conte com nosso time de profissionais com anos de experiência no mercado de energia. Entre em contato conosco e vamos conversar mais sobre esse assunto

*Campos Obrigatórios